Passeio Pedestre entre Vila Verde e Prado: deleite dos sentidos


a fotoreportagem do passeio


O calor ameaçava chegar cedo nesse domingo, 26.06, comprometendo o perfeito desenrolar da iniciativa. O dia anterior fora de calor infernal, a protecção civil desaconcelhava a prática de exercício ao ar livre. Ainda assim, e perante o repto lançado pela organização (que pertencia ao Município) foram mais de meia centena os 'montanhistas' que compareceram para o estreante 'Passeio Pedestre entre Vila Verde e Vila de Prado'.

O ponto de encontro foi a Praça do Município, mesmo ao lado da Biblioteca Municipal, um cenário perfeito para o arranque. Foram distribuídas t-shirts, bonés e água aos participantes pelos organizadores, encabeçados por Adelino Pinheiro da Silva e Carlos Pedro Castro, o autarca de Laje, uma das freguesias atravessada por parte substancial do percurso previsto.



Após o briefing inicial, protagonizado por Manuel Barros, presidente da entidade empresarial municipal Proviver, também promotora deste tipo de iniciativas, a comitiva arrancou, deixando para trás a freguesia de Vila Verde - os edificios da Biblioteca e da Câmara - e entrado muito rapidamente em paisagem rural, nas freguesias de Barbudo e Turiz.

Cedo apercebemo-nos que a caminhada decorreria a um ritmo descontraído, porém não relaxado. As conversas eclodiram espontaneamente. Os caminhantes eram experimentados. Só os amantes destas práticas e da natureza teriam 'coragem' para levantarem-se num domingo, enfrentando a ameaça de calor, e não trocarem  o relaxe da praia pelo esforço de uma subida. Eram 10km de percurso que havia pela frente.



O zelo da organização, irrepreensível, esteve patente em todas as acções: nas indicações para se preferir sempre o lado esquerdo da via, nos alertas para os elementos à 'cabeça' da caminhada limitarem o ritmo da passada e até na sinalização do percurso, com um carro de apoio do Município, que transportava dois elementos, e no acompanhamento de todo o grupo por uma ambulância, para o caso de haver qualquer acidente ou indisposição dos participantes.

O trilho escolhido foi fantástico e proporcionou uma viagem aos meandros do concelho e conhecer um património que a maioria dos participantes desconhecia. A primeira parte do passeio teve por destino o topo do Monte de Stª Helena, em Lage. Sentiu-se a inclinação da subida, após atravessar a paisagem urbana da freguesia, e a rural, com vastos campos a exibir o próximo fruto a extrair da terra: o milho, e outros, agrestes, tomados pelas urzes. Fantásticos 'postais'!



Depois da derradeira etapa que exigiu mais esforço mercê a inclinação do terreno, foi ver os participantes a chegar ao primeiro ponto de paragem, junto à capela de Stª Helena, com um sorriso rasgado no rosto. A maioria sentou-se à sombra para retemperar forças e hidratar-se. Entretanto, chegaram os produtores locais com agradáveis ofertas: fruta da época! Distribuiram maçãs, pêras, ameixas e frutos vermelhos como framboesas, mirtilos e morangos silvestres. Fruta de sabor intenso e polpa suculenta, para muitos uma novidade, habituados que estão ao paladar adulterado das frutas que compram nas grandes superfícies...

Este gesto de charme proporcionou um momento de convívio e descontração agradável. Mas havia que retomar o caminho. Agora, sempre a descer! Foi a parte do percurso que proporcionou os momentos 'turísticos' do passeio, ao dar a conhecer a Casa da Roupeira, parte do caminho de Santiago, com passagem pela Capela com o mesmo nome, e já na Vila de Prado o Santo Preto, uma série de monumentos religiosos e a ponte filipina de Prado. Foi aqui que se efectou a última paragem antes de chegar à meta.



Pelo caminho, os 'olás' dados por uma série de animais: muitos cães, um cavalo, algumas ovelhas e até... duas borboletas... para além dos habitantes locais. Um deles ofereceu água à nossa comitiva.
Houve ainda pequenos 'acidentes' pelo caminho, como galhos a quererem roubar os bonés a alguns dos participantes...




O grupo chegou à meta - a praia fluvial do Faial - bem disposto, ainda que com mostras de cansaço, por um percurso heterogénio, que misutrou subidas com descidas, asfalto com terra batida, campo com zonas habitacionais, património cultural e cenário rural. Ao fim de quase 3 horas de caminhada, 10km percorridos, e enquanto esperavam pelo transporte cedido pelo município de regresso a Vila Verde, ainda houve tempo para assistir à etapa do campeonato de maratona em canoagem que estava a decorrer no Faial. Uma óptima forma de terminar o passeio.

Melhor ainda soube o caminho de regresso, no conforto do autocarro, com o ar-condicionado a contrastar com o intenso calor no exterior. Experiência a repetir!

Se quiser participar na próxima, fique atento! O vilaverdeviva.com informa-o de tudo!





FP

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