| Conferência de Imprensa de Apresentação Na Rota das Colheitas 2011 |
A aposta do município de Vila Verde vai claramente para a valorização da sua genética cultural, intimamente ligada à ruralidade. Essa foi a ideia transmitida na apresentação de Na Rota das Colheitas. "Descobrir novas oportunidades de negócio, criar maior dinâmica cultural nas freguesias, desenvolver a produção de produtos associados às mesmas, como o linho de Marrancos, o Melão de Soutelo, o vinho tinto de Valões, o centeio de Aboim e por aí fora... estes são os objectivos paralelos desta iniciativa", começou por expor Manuel Barros, responsável pela entidade promotora de eventos culturais do município.
"Algumas atividades financiam-se a elas próprias", referiu ainda o presidente da Proviver, ideia reforçada pouco depois pelo edil de Vila Verde, António Vilela: "outras são aproveitadas para recolher fundos para outro tipo de obras na freguesia".. Tudo isto para explicar a aposta ganha numa programação que pretende, antes de tudo, alavancar a economia local.
"Na Rota das Colheitas tem iniciativas diferenciadoras, que realçam as particularidades de Vila Verde. A estratégia pode gerar alguma corrente turística, mas acima de tudo é uma forma de escoar a produção local: o marmelo, a broa, o mel, o vinho, a castanha, o melão, ... produtos que figuram não só na agricultura, como na nossa cultura - no folclore, nos Lenços de Namorados, no artesanato, e até na gastronomia. Há pratos que estão associados a esta época do ano", acrescentou António Vilela, visivelmente entusiasmado.
O autarca, um entusiasta da ruralidade, reitera que esta é "uma valorização global do concelho e do seu património imaterial, uma programação de grande relevância e peso, já que ocupa quase 30 por cento do ano e cobre quase a totalidade do concelho". Vilela salientou a heterogeneidade de Vila Verde: "apesar de não ser um território extenso, diferencia-se muito entre si - o solo de Cabanelas é diferente do de Aboim, o que influencia a agricultura".
O autarca apelou ainda à criatividade dos intervenientes e ao sentido de oportunidade, nomeadamente das casas de turismo rural, restaurantes e pastelarias, assim como às entidades de apoio.
O QUE HÁ DE NOVO NA ROTA?
A edição 2011 aposta na consolidação dos eventos que marcaram, com surpreendente sucesso, a estreia da programação, nomeadamente as práticas agrícolas: a malhada do centeio, a desfolhada do milho, a (quase extinta) espadelada do linho ou a pisada de uvas. São as atividades que dão alma à programação. Por outro lado, são genuínas e mesmo que não houvesse Rota aconteceriam de qualquer forma. Vai ainda manter-se a dinamização das feiras concelhias que se procura revitalizar e as festas ligadas à ode das colheitas em freguesias como Pico de Regalados, Lage, Rio Mau, Escariz S. Martinho, Escariz S. Mamede, e ainda os fins de semana gastronómico que realçam as especialidades locais, assim como as 'Tardes Gulosas' associadas à pastelaria. Paralelamente voltam a organizar-se exposições e seminários, reforçando a componente cultural da programação que pretende homenagear o mundo rural.
Mas então o que há de novo? Este ano introduziu-se uma atividade, que não é para todos os 'estômagos', mas que promete ser das mais atrativas: a Matanaça do Porco. Vai acontecer no último fim-de-semana de outubro, na freguesia da Lage.
Se ainda não tem o panfleto com o porgrama completo, faça DOWNLOAD aqui.
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| apres. rota 2011 (27 jul) |




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