'Poesia Libertina' ou o lirismo de fazer rir :)


Libertou-se o espírito, soltaram-se as más energias e regressamos a casa com a sensação de passar um serão descontraído e muito agradável. Isto porque o grupo Teatro de Vila Verde realizou, na sexta-feira, 14 novembro, a sua segunda atuação com o recintal 'Poesia Libertina', após a estreia, dois meses antes, com o sketch 'Os óculos', no mesmo local, o Damabrigo Bar.

A FOTOREPORT da Noite de 'Poesia Libertina':



O espaço alternativo, com uma atmosfera muito anglosaxónica, a fazer lembrar os Pubs celebrizados na mítica série 'Cheers' (estamos a referir-nos ao Damabrigo) teve uma noite diferente ao servir, mais uma vez, de palco às atuações interrompidas por "5 minutinhos de intervalo" do Teatro de Vila Verde.

Encheu ao ponto de ficarem pessoas em pé, encostadas a paredes, às colunas de madeira ou nas escadas do estabelecimento. A entrada era gratuita, e ainda usufruiam de um serviço à mesa pautado pelo bom gosto. Há aqui qualquer relação com a cultura que parece nascer neste 'óasis' do 'deserto' da vida nocturna em Vila Verde que é o Damabrigo...

Já com casa cheia, a guitarra 'intimista' de João introduziu a noite e acompanhou todas as atuações, até mais do que o próprio músico estaria à espera, ao ser chamado a corrigir, mais tarde, a famosa citação atribuída a Decartes 'Penso, logo 'insisto' (?), que Vera Mota, atriz e diretora do Teatro de Vila Verde, fez numa das rábulas encenadas.

Houve de tudo no recital 'Poesia Libertina': receitas mágicas, declarações de Amor ao Primeiro Ministro, desabafos de Velhas, uma desculpabilização para o o nome de Salazar ou a secura de Parda, num texto de Gil Vicente, entre muitos outros, e um único denominador em comum: o riso, as gargalhadas, a expurgação dos problema(zinho)s do quotidiano.

O VILA VERDE viva! entrou em cena fazendo a introdução da participação do público, com 'Uma espécie de quadras à VILA VERDE viva!'. Em ritmo popularuxo, a fazer lembrar os Cantares ao Desafio, Flávia Peixoto declamou um texto original, escrito propositamente para a ocasião.

Seguiram-se outros, mais ou menos espontâneos, mais ou menos voluntários, mais ou menos encenados ou previstos, como a declamação do poema, 'O Homem Perfeito' por Jorge Gonçalves,o autor das imagens das iniciativas associadas ao Teatro de Vila Verde, ou o 'alívio' manifestado por outro dos jovens atores do grupo, por sairem-lhe abelhas e flores de um lugar estranho do corpo...

Com um elenco muito jovem, naif e generoso, mas com um potencial tremendo na arte da representação, e ideias tão simples quão brilhantes, como fazer rir... com a arte poética, o Teatro de Vila Verde brindou de forma despretensiosa o seu cada vez maior público seguidor.

FP

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